terça-feira, 20 de outubro de 2015

Saber Desfrutar Todos os Tempos

Nós mostramo-nos ingratos em relação ao que nos foi dado por esperarmos sempre no futuro, como se o futuro (na hipótese de lá chegarmos) não se transformasse rapidamente em passado. Quem goza apenas do presente não sabe dar o correcto valor aos benefícios da existência; quer o futuro quer o passado nos podem proporcionar satisfação, o primeiro pela expectativa, o segundo pela recordação; só que enquanto um é incerto e pode não se realizar, o outro nunca pode deixar de ter acontecido. Que loucura é esta que nos faz não dar importância ao que temos de mais certo? Mostremo-nos satisfeitos por tudo o que nos foi dado gozar, a não ser que o nosso espírito seja um cesto roto onde o que entra por um lado vai logo sair pelo outro! 

Séneca, in 'Cartas a Lucílio' 

Roma Antiga 
-4 // 65 
Filósofo, Escritor

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011


"Procure ser um homem de valor, em vez de ser um homem de sucesso."
Albert Einstein
Alemanha
1879 // 1955
Físico, Teoria da Relatividade

terça-feira, 27 de setembro de 2011

DINÂMICA DE GRUPO – COOPERAÇÃO, DECISÃO E UNIÃO


As Garrafas
Categorias:- Cooperação
- Resolução de problemas e tomada de decisão
- União

Objetivos:
Analisar a importância da organização, diferenciando uma ação espontânea de uma ação planejada.  
Nº de Participantes:no mínimo 20 participantes   
Material:
Flip-chart, 6 garrafas vazias, de boca não muito estreita e areia na quantidade exata para encher as seis garrafas, lona de 1x2m para aparar a areia que cair no chão.  

Desenrolar:Pede-se a 6 voluntários que se colocam em fila e aos pés de cada um se coloca a garrafa vazia. Distante dos participantes, a cerca de 6 metros, se coloca a areia.
O objetivo é encher todas as garrafas com areia. A areia que for derramada para fora do recipiente não poderá ser reaproveitada. Ganha o que encher sua garrafa e, de volta ao seu lugar, colocar a garrafa aos seus pés. O facilitador conta até três e dá a ordem de partida e os 6 saem ao mesmo tempo em direção à areia.

Quando o primeiro voltar com a garrafa cheia, os outros param imediatamente de encher suas garrafas.

Todos mostram o quanto conseguiram colocar em suas garrafas e verifica-se quanta areia ficou esparramada pelo chão.

Em seguida, pede-se 6 novos voluntários e se repete o exercício.

Antes de dar a ordem de partida, faz-se uma pequena avaliação de como e comportou a equipe anterior. Antes de se fazer uma terceira rodada da mesma atividade, avalia-se novamente o desempenho da equipe anterior.

Finalmente, avaliam-se as três etapas da dinâmica.

Para esta discussão final, é interessante que as avaliações feitas em cada etapa estejam anotadas de forma que todos possam tê-las à vista.

O facilitador pede que todos reparem na avaliação da primeira rodada. Questiona por que as coisas se deram dessa maneira? E pode, a partir do que for dito pelo grupo, analisar os elementos de uma ação espontânea.

Ao analisar a segunda rodada, pode perguntar que elementos foram superados em relação à primeira? O que permitiu superar estas coisas? Neste momento, o facilitador pode retomar o que significa a experiência que se vai acumulando em relação ao planejamento e à ação e a importância de se refletir sobre ela. Ao analisar a última volta, se discute a fundo a necessidade de realizar ações de forma planejada, avaliando os erros e os acertos. Posteriormente, analisa-se a importância de seguir os objetivos de forma coletiva e completa (e não apenas parcialmente), observando que não se tratava de uma competição, mas que o objetivo era que todos enchessem suas garrafas. Foi dito no começo que "ganha aquele que conseguir encher sua garrafa e, de volta ao seu lugar, colocar a garrafa aos seus pés".
Logo depois desta etapa, o facilitador da dinâmica deve levar as pessoas a compararem a dinâmica com o que se passa na vida real de cada um dos participantes.

Recomendação: durante o desenvolvimento da dinâmica, o facilitador deve estar atento para que as avaliações sejam sobre a própria dinâmica e não se entre em reflexões sobre a vida. Já na reflexão final deve atentar para que se deixe de lado o que aconteceu na dinâmica para que se analise a realidade.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

PENSAMENTOS E REFLEXÕES



Só o Presente é Verdadeiro e Real

Arthur Schopenhauer1788 // 1860
Filósofo

Um ponto importante da sabedoria de vida consiste na proporção correta com a qual dedicamos a nossa atenção em parte ao presente, em parte ao futuro, para que um não estrague o outro. Muitos vivem em demasia no presente: são os levianos; outros vivem em demasia no futuro: são os medrosos e os preocupados. É raro alguém manter com exatidão a justa medida. Aqueles que, por intermédio de esforços e esperanças, vivem apenas no futuro e olham sempre para a frente, indo impacientes ao encontro das coisas que hão-de vir, como se estas fossem portadoras da felicidade verdadeira, deixando entrementes de observar e desfrutar o presente, são, apesar dos seus ares petualentes, comparáveis àqueles asnos da Itália, cujos passos são apressados por um feixe de feno que, preso por um bastão, pende diante da sua cabeça. Desse modo, os asnos vêem sempre o feixe de feno bem próximo, diante de si, e esperam sempre alcançá-lo.
Tais indivíduos enganam-se a si mesmos em relação a toda a sua existência, na medida em que vivem ad interim [interinamente], até morrer. Portanto, em vez de estarmos sempre e exclusivamente ocupados com planos e cuidados para o futuro, ou de nos entregarmos à nostalgia do passado, nunca nos deveríamos esquecer de que só o presente é real e certo; o futuro, ao contrário, apresenta-se quase sempre diverso daquilo que pensávamos.
O passado também era diferente, de modo que, no todo, ambos têm menor importância do que parecem. Pois a distância, que diminui os objetos para o olho, engrandece-os para o pensamento. Só o presente é verdadeiro e real; ele é o tempo realmente preenchido e é nele que repousa exclusivamente a nossa existência. Dessa forma, deveríamos sempre dedicar-lhe uma acolhida jovial e fruir com consciência cada hora suportável e livre de contrariedades ou dores, ou seja, não a turvar com feições carrancudas acerca de esperanças malogradas no passado ou com ansiedades pelo futuro. Pois é inteiramente insensato repelir uma boa hora presente, ou estragá-la de propósito, por conta de desgostos do passado ou ansiedades em relação ao porvir.

Arthur Schopenhauer, in 'Aforismos para a Sabedoria de Vida'

 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

DINÂMICA DE GRUPO - COMPORTAMENTO

CAMINHANDO ENTRE OBSTÁCULOS

Material necessário: garrafas, latas, cadeiras ou qualquer outro objeto que
sirva de obstáculo, e lenços que sirvam como vendas para os olhos.
Desenvolvimento: Os obstáculos devem ser distribuídos pela sala. As pessoas devem caminhar lentamente entre os obstáculos sem a venda, com a  finalidade de gravar o local em que eles se encontram. As pessoas deverão colocar as vendas nos olhos de forma que não consigam ver e permanecer paradas até que lhes seja dado um sinal para iniciar a caminhada. O facilitador com auxilio de uma ou duas pessoas, imediatamente e sem barulho, tirarão todos os obstáculos da sala. O facilitador insistirá em que o grupo tenha bastante cuidado, em seguida pedirá para que caminhem mais rápido. Após um tempo o facilitador pedirá para que todos tirem as vendas, observando que não existem mais obstáculos.
Compartilhar: Discutir sobre as dificuldades e obstáculos que encontramos no mundo, ressaltando, porém que não devemos temer.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL


Mudança
Cíntia Peixoto

Muitas vezes nós passamos por situações na vida e no trabalho, que vêm carregadas do elemento mudança, transformação, revisão de nossas ações. Não é fácil lidar com situações que exigem de nós uma ação totalmente diferente do nosso dia-a-dia. Diante de tais situações, nos perguntamos: O que fazer? Como devo agir? Eu não sei fazer diferente, e agora? Será que estou disposto a fazer algo de forma diferente?

Todos esses questionamentos têm por objetivo nos mostrar como posicionarmos diante do momento da mudança. Nossas reações são determinantes para uma escolha de uma ação específica. Devemos lembrar que toda escolha implica, no mínimo, em uma perda e em um ganho. Mas nem sempre, quando escolhemos uma ação não sabemos quais são as perdas e os ganhos. Por isso, faz-se necessário aguçarmos mais a nossa percepção para enxergarmos o resultado para a situação exigida e para nós mesmo. Quando assumimos uma postura mais madura, geralmente, percebemos muitos ganhos com a mudança, pois nela está intrínseco o aprendizado, que por si só já é um acréscimo em nossa experiência de vida, seja pessoal e/ou profissional. Infelizmente, nem sempre optamos por termos uma postura madura e caímos num círculo vicioso de resistência ao novo, na prática da crítica destrutiva, e mais fixados nas perdas, simplesmente pelo apego ao comodismo.

Os conflitos que podem ser gerados pela necessidade de mudança são, até certo ponto, esperados. Sair dos padrões das ações requer uma revisão interna dos modelos mentais, de tal forma que, pode sim gerar no interior do indivíduo uma insegurança do que está por vir, do novo, do desconhecido. Se todos nós refletirmos bem, perceberemos que toda nossa vida é uma dinâmica de sucessivas mudanças, desde o momento de nosso nascimento até o presente.

A ADAPTABILIDADE e a FLEXIBILIDADE são capacidades que devemos desenvolver como um instrumento eficiente para passarmos pelo processo de mudança sem muitas perdas e com muitos ganhos. Tive uma professora na universidade, da área de competências, que disse que considera estas duas capacidades como as competências comportamentais mais importante do século 21.

Vale lembrar que o processo de mudança traz uma revolução somente no momento em que está ocorrendo, depois que aprendemos com ela e nos adaptamos a um novo cenário e às novas ações, devemos manter preparados, pois tão logo, o que era novo se torna velho e novos desafios surgirão trazendo outras novas transformações, e assim sucessivamente.

Como tudo pode e deve ser cíclico, convoco a todos a desenvolvermos as competências comportamentais, como a capacidade de adaptabilidade e flexibilidade, já. Assim as mudanças sempre nos trarão mais ganhos.

terça-feira, 29 de março de 2011

PROMOÇÃO DE CURSO IN COMPANY ABRIL 2011

CURSO -  Básico: Relacionamento Interpessoal e Comunicação Eficaz na Empresa

Um dos fatores de perda de produtividade,  problemas no clima organizacional e de turnover, podem estar relacionados às dificuldades de relacionamento e comunicação. Estes problemas podem ter ocorrência em todos os níveis hierárquicos de uma empresa. Assim, com o intuito de colaborar nas medidas de ajustes necessários para chegar a um equilíbrio nestas questões e trazer de volta uma boa dinâmica de trabalho, experimente o curso proposto.
Trata-se de um curso básico, mas se estiver interessado num aprofundamento melhor nas questões de sua empresa e/ou algo mais personalizado às questões particulares que envolvem o cotidiano no seu local de trabalho entre em contato que apresentaremos uma proposta mais apropriada ao seu problema.
Aguardo o seu contato.
teor@oi.com.br

Click no link para acessar a programação do curso:
http://pessoasdagestao.blogspot.com/p/promocao-de-abril-2011.html

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

PENSAMENTOS E REFLEXÕES

DECISÃO, DESEJO E AÇÃO

ARISTÓTELES

A decisão é, na verdade, o que de mais próprio concerne a excelência e é melhor do que as próprias ações no que respeita à avaliação dos caracteres humanos. A decisão parece, pois, ser voluntária. Decidir e agir voluntariamente não é, contudo, a mesma coisa, pois, a ação voluntária é um fenômeno mais abrangente. É por essa razão que ainda que tanto as crianças como os outros seres vivos possam participar na ação voluntária, não podem, contudo, participar na decisão. Também dizemos que as ações voluntárias dão-se subitamente, mas não assim de acordo com uma decisão.
Os que dizem que a decisão é um desejo, ou uma afecção, ou anseio, ou certa opinião, não parecem dizê-lo corretamente, porque os animais irracionais não tomam parte nela. Por outro lado, quem não tem autodomínio age cedendo ao desejo, e, desse modo, não age de acordo com uma decisão. Finalmente, quem tem autodomínio age, ao tomar uma decisão, mas não age, ao sentir um desejo.
Um desejo pode opor-se a uma decisão, mas já não poderá opor-se a outro desejo. O desejo tem em vista o que é agradável e o que é desagradável. A decisão, contudo, não é feita em vista do desagradável nem do agradável.

Aristóteles, in 'Ética a Nicómaco'

Aristóteles
Grécia Antiga
[-384--322]
Filósofo/Cientista

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

DINAMICA DE GRUPO – “QUEBRA GELO”


Dinâmica do "João Bobo"

Esta dinâmica propõe um "quebra gelo" entre os participantes e também pode ser observado o nível de confiança que os participantes têm um no outro. Formam-se pequenos grupos de 8-10 pessoas. Todos devem estar bem próximos, de ombro-á-ombro, em um círculo. Escolhem uma pessoa para ir ao centro. Esta pessoa deve fechar os olhos (com uma venda ou simplesmente fechar), deve ficar com o corpo totalmente rígido, como se tivesse hipnotizada. As mãos ao longo do corpo tocando as coxas lateralmente, pés pra frente, tronco reto. Todo o corpo fazendo uma linha reta com a cabeça. Ao sinal, o participante do centro deve soltar seu corpo completamente, de maneira que confie nos outros participantes. Estes, porém devem com as palmas das mãos empurrar o "joão bobo" de volta para o centro. Como o corpo vai estar reto e tenso sempre perderá o equilíbrio e penderá para um lado. O movimento é repetido por alguns segundos e todos devem participar ao centro.